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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Resenha: Lágrima de Fogo - Livro I: Mundo das sombras

Hoje trago a vocês a resenha do livro "Lágrima de Fogo - Livro I: Mundo das sombras" da autora Ana Macedo.

SINOPSE:
Nada é como realmente imaginamos.
No universo existem oito mundos paralelos, entre eles Agnitellure, conhecido como a 'a terra casta'. Durante vários milênios, todas as raças viveram em harmonia e prosperidade, mas mesmo neste lugar, a paz não durou para sempre
.
Quando anjos caídos e dragões decidem invadir o terceiro dos oito mundos, denominado "Terra", os anjos da paz recebem ordens dos Quatro Grandes - criaturas ancestrais, protetoras de Agnitellure - para que levem ao seu mundo a mais mortal e perigosa criatura: os humanos.
Agnitellure nunca mais foi a mesma. As criaturas mágicas passaram a se esconder. Uma nova guerra está para sugir.
Profecias e lendas começam a criar vida. As árvores pararam de cantar ao som do vento, os mares estão agitados. Laços de sangue estão instáveis, os valores deturpados, e somente uma criança pode trazer a paz.
 


Autor: Ana Macedo
Editora: Novo Século (Selo Novos Talentos da Literatura Brasileira)
Páginas: 312
Capítulos: 48
Série: Sim (livro 1)
Temas: Fantasia, dragões, elfos, guerra, lendas



quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Texto: Confissões de uma galliard II

Conto baseado no RPG Lobisomem: Apocalipse


Querido diário,

Meses se passaram e o que eu temia se tornou evidente. Não tenho mais como esconder a gestação. A única coisa que escondo é a maneira como foi concebida.

Ando pelos cantos tentando ao máximo evitar olhares alheios. Mas nem sempre consigo. O philodox de minha matilha passou a me observar constantemente. Ele nada fala, mas eu creio que ele desconfia de algo. Não só ele, acho que os outros também desconfiam. Quem não desconfiaria de algo ao ver uma grávida infeliz com o bebê que espera?

Até esse exato instante o pai do impuro que carrego no ventre não sabe o que se passa comigo. Não consegui a coragem necessária para compartilhar o fardo com ele. Ainda mais agora que nosso relacionamento acabou. Ele acha que o traí. Acha que o bebê é de outro. Ah se ele soubesse que essa gravidez é fruto do pecado que ambos cometeram... O pior de tudo não é ocultar a verdade dele e sim não saber qual será a reação quando souber. Me rejeitará? Ou aceitará? A segunda opção aliviaria meu coração, pois eu ainda o amo. E sinto que, apesar de ele ter terminado comigo, seu coração ainda me pertence.

Eu poderia ter ido a um theurge pedir uma “solução” para o caso logo no começo. Não consegui. Parece que o instinto materno falou mais alto do que meu medo. Serei recompensada no final?

Final... Será que terei um bom final? Ou morrerei tentando? O medo de toda mãe em não conhecer o seu bebê é o que sinto. Morrerei no parto? Ou sobreviverei e carregarei a marca de ser mãe de um impuro? São tantas coisas passando em minha mente que não sei ao certo se todas tem fundamento. Torço para que o fim (ou o início) não seja trágico, assim como o conto que contei no dia do meu ritual de passagem, ao qual ganhei meu nome garou: Tragédia Sangrenta.

Falta tão pouco tempo... E meu pequeno impuro cresce cada vez mais dentro de mim.

Abnara Campebell

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Texto: Confissões de uma galliard

Conto baseado no RPG Lobisomem: O Apocalipse.


Querido diário,

Quem diria que eu voltaria a escrever em você, meu antigo confidente. Logo eu que aprendi a declamar as glórias e os feitos dos meus irmãos garous nas assembleias. Eu que aprendi a usar a minha voz para embalar os mais refinados ouvidos com meus contos ou com a melodia da minha flauta. Agora estou aqui escondendo um segredo entre essas linhas, um segredo que em breve será visível a todos.

Poesias, canções, amor. Um galliard aprecia tudo isso e muito mais e talvez seja o augúrio que mais se emotiva e encare os sentimentos com mais fervorosidade. Sei disso porque também nasci sobre a lua gibosa e também fui arrebatada por sentimentos fortes. Não agi por mim, deixei o coração me guiar e por fim cometi algo errado. Estou tentando esconder o meu erro, só não sei até quando...

Amor. Foi esse sentimento que me arrebatou. Arrebatou um coração jovem e inocente: o meu coração. E eu fui de corpo e alma, me entreguei, amei e agora estou desabafando aqui. Espero que guarde esse segredo aqui nessas linhas.

Assim que passei pelo ritual passagem, fui integrada a um matilha composta por homens. Eu, uma Fúria Negra, convivendo ao lado de um Fianna, de um Senhor das Sombras, de um Cria de Fenris e de um Andarilho do Asfalto. Confesso que no meio de tantos homens, achei que ia pirar. Mas o destino me pregou uma peça e ao invés de irritar-me com a presença deles, acabei me apaixonando por um.

Não, eu não lutei contra essa paixão e nem ele também lutou. Mesmo sabendo que era contra a litania, nos entregamos. De corpo, alma e coração. Foram meses felizes, tendo seu cheiro e seu sabor sempre presentes. Meus companheiros me alertaram, mas ignorei. Queria viver cada momento ao lado dele, sem me preocupar com nada. Esse foi o meu erro. 
 
Com lágrimas nos olhos, eu olho para meu próprio corpo que muda a cada instante. O que ainda consigo esconder, em breve será impossível. O que carrego comigo, o que seria uma benção para muitos, é um pecado para meus irmãos. Não sei o que fazer. Socorro! 
 
Por isso escolhi escrever aqui, desabafar por entre palavras o que estou sentindo. Tenho que tomar uma providência rápido, mas minha cabeça está girando. Preciso de ajuda, mas para quem devo contar? Para ele? Seria o certo... 
 
Enquanto não decido o que fazer, deixo minhas lágrimas correrem e tento abafar meus soluços, escondendo para mim o que carrego em meu ventre: um pequeno impuro.

Abnara Campbell


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Resenha: Como criar e cuidar de um dragão

Inauguro aqui uma nova seção: Resenhas. Postarei, sempre que possível, resenhas dos livros que eu estiver lendo. Compartilhar com vocês o que gosto de ler. Espero que gostem.

Hoje trago a vocês a resenha do livro "Como criar e cuidar de um dragão" do autor John Topsell.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Quando a rede social se torna um problema...

Bom, antes que comecem a me crucificar ou me taxarem de antiquada ou coisas do gênero, já deixo avisado que não sou contra as redes sociais, tenho até um perfil no twitter (@princesswyndia). Sou contra aos que simplesmente trocam o contato físico pelas redes sociais.

Sei que as redes sociais são importantes e que muitas coisas foram conquistadas com o auxílio delas. Quem não conseguiu divulgar seu produto através delas? Ou conseguiu fazer que um certo grupo da sociedade se conscientizasse mais? Essas são algumas maneiras do bom uso das redes sociais. Parabenizo aqueles que sabem utilizá-las de maneira correta.

Agora quando o que deveria ajudar acaba prejudicando? O que fazer? Aliás, quando é que o uso das redes sociais se torna algo nocivo?

Sabemos que hoje em dia ter perfil no Twitter ou no Facebook é algo relativamente comum. Muitos tem pelo motivo de divulgar algo, mas a grande maioria tem por ser "modinha". É esse segundo grupo que estão os usuários nocivos, ou aqueles que usam as redes sociais de maneira errada. E como descobrir isso? Como identificar o mau uso?

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Textos soltos II

- Mas você não vê o que estamos fazendo é errado? - ela caminhou apressadamente fazendo o cordão em seu pescoço balançar de um lado para o outro, exibindo o pingente em forma de chave.

- Até quando vamos ter que esconder? - ele a questionou.

Ela parou e olhou nos olhos dele. Suspirou. Ele parecia querer saber a resposta. Mas ela não sabia o que responder. "E quem disse que eu aguento esconder?", ela pensou.

Caminhou em direção ao jovem. Ele continuava olhando para ela. O caminhar dela o inebriava, principalmente quando ela vestia algo mais feminino como vestido ao invés daquela armadura pesada. Ela estava vestindo um que deixava os ombros nus. Definitivamente ele não conseguia vê-la como irmã. Nunca a viu dessa maneira.

Ela parou em frente a ele. Ele a olhou nos olhos e recebeu um sorriso maroto da jovem. Aproximou seu rosto ao dele, colando os lábios em sua orelha direita. Com a língua, ela brincava com o lóbulo do outro. As mãos do jovem desciam pela cintura marcada pelo vestido acinturado. Encontrou as fitas que o amarravam na parte de trás e lentamente puxava para desatar o laço e afrouxar-lhe a roupa.

Mais afastado um outro jovem observava o que estava acontecendo. Ele olhava estarrecido e continha-se para não intervir na cena.

- Mas eles são loucos! - falou o jovem que estava escondido antes de deixar o local. Sua voz não fora percebida pelo casal de amantes devido a distância em que estava.

Textos soltos I

- E irmãos podem se amar? - ela o questionava.

Ele há poucos minutos havia se declarado para ela, mas ela não queria acreditar. Eram irmãos, melhor dizendo meio irmãos, e isso a deixava em pânico com o que acabara de ouvir.

- Sim, eu te amo. Desde o momento que a vi. - ele repetiu.

Ela ficou parada, estática, a sua frente. Apenas respirava, mesmo que por dentro ela implorasse para o corpo agir. Ele se aproximou, ficando apenas alguns centímetros dela. Seus lábios tremiam ao sentir o hálito quente dele. Queria sim beijá-lo, mas sua mente confusa dizia que era proibido.

Mas ele estava decidido, sabia muito bem o que iria fazer. Enlaçou os braços em sua cintura e a puxou para perto de si. Ela arregalou os olhos quando os seus lábios foram tomados pelos dele num beijo quente. Ela o empurrou, fazendo-o largar sua cintura e correu. Com lágrimas nos olhos.